Tito Paris na Festa do Avante 2006


Tito Paris é a verdadeira personificação da alma cabo-verdiana. A sua guitarra ora melancólica ora frenética, a sua voz indolente e o swing com que nos embala fazem dele um dos ícones da moderna música luso-africana, retratista sonoro da ascendência africana, mas também do Portugal cosmopolita e da comunidade cabo-verdiana na diáspora.

Em palco, Tito Paris é como que um dínamo que magnetiza as suas audiências com a entrega, a energia e a sinceridade de um grande compositor e intérprete. Este espectáculo traz propostas e tentações para dançar, adaptando ao seu carisma quase todos os géneros musicais cabo-verdianos, enquanto viaja pelos sons de África, Portugal ou Brasil, com o mesmo à vontade e dedicação.

(In:Festa do Avante)

Tito Paris ACÚSTICO


Os protagonistas deste trabalho a cheirar a novo são o violão cabo-verdiano e as cordas europeias de orquestra. “Tito Paris Ao Vivo na Aula Magna” é um casamento onde o novo e velho mundo se unem, numa renovada mistura de sons.

Há cerca de um ano a Aula Magna, em Lisboa, recebia uma das vozes crioulas mais aclamadas. Tito Paris e o seu violão - uma única voz - fizeram desfilar, numa noite “especial”, como diz o artista, as músicas que fizeram os muitos anos da sua carreira. Mas este revisitar de velhos êxitos veio acompanhado de uma lufada de ar fresco: uma pequena orquestra de violinos, violetas, violoncelos e um contrabaixo, dirigida pelo conhecido maestro português Tomás Pimentel.

Para Tito, este trabalho é a concretização de “um anseio antigo”, o de fazer um cruzamento entre Cabo Verde e a Europa, sem “desferir golpes na raiz de cada um”. E como qualquer “casamento ambas as partes se respeitam”, e o filho só podia ser “bonito”, diz o autor e intérprete.

Deste disco constam músicas como “Morna PPV”, “Um Gostá di Bô”, “Estrela Linda” ou a “Febre di Funaná”, de Codé di Dona. Nota especial para o tema inédito “Que Vida”, que retrata o destino dos pescadores cabo-verdianos. E o DVD inclui videoclips de músicas do autor.

O novo anseio de Tito é, agora, trazer este projecto até às ilhas crioulas e interpretá-lo ao vivo nas ilhas de Santiago, do Sal, e de São Vicente. Para despertar os cabo-verdianos para um possível novo caminho da música cabo-verdiana... E para pôr os maestros europeus a par da “riquíssima” contribuição que os vários estilos crioulos podem dar para a estilização da música do velho continente. Porque é nestas trocas, diz Tito Paris, que “nós temos que passar a mover, para impulsionarmos a criação e elevar a música do mundo”.

Daí o apelo especial aos artistas que falam português: “Está na hora de acordarmos de uma vez para as potencialidades musicais deste espaço imenso que é a lusofonia”. Como afirma, “estes países são riquíssimos culturalmente, porque não juntarmo-nos, como tenho feito com Paulo Flores ou D. kikas, e explorarmos ritmos como a morna, a rebita, o merengue, a marrabenta, etc.?”. E na senda fusão, Tito já tem um sonho. Sonho que um dia vai juntar, “a morna e o fado”. Fiquemos pois, de ouvidos atentos.

(in A Semana) Por: PMC
Dez 2005

Tito e Banda



(fonte:Praça das Flores)

Dois Projectos

Em 2005, (...) Tito Paris (...) apresenta-se com 2 projectos distintos: uma formação mais « light » composta por um excelente grupo de músicos (piano e teclados, baixo, guitarra, violino, bateria e percussão), oferecendo um espectáculo contagiante de energia no qual os ritmos quentes de Cabo-Verde apelam imediatamente à dança, e o outro destina-se a grandes auditórios, no qual Tito é acompanhado por uma orquestra de camera composta por 7 violinos, 3 violas, 2 violoncelos e 1 contrabaixo aos quais se juntam os 5 músicos caboverdeanos que o acompanham há muitos anos e um naipe de 4 metais num total de 23 músicos em palco.

(fonte: Artistas& Espectáculos)

Biografia


Ignorávamos tudo acerca de Cabo Verde, arquipélago batido pelos ventos, a 500 Km ao largo de Dakar que julgávamos mudo. Os que por aqui se entusiasmavam com os ritmos de África nos anos 80, ainda não sabiam que estas ilhas escondiam um tesouro, uma música envolvente, de uma excepcional originalidade. Os tempos mudam. No início da próxima década, já não é possível esta passar despercebida. A música cabo-verdiana encontra finalmente o seu lugar no mapa mundo das músicas para dançar. A viver em Lisboa, Tito Paris vai participar activamente no desabrochar deste acontecimento. Guitarrista único, melodista e cantor com um swing quente, não só divulgará a alegria e a melâncolia da música cabo-verdiana, como também o testemunho do Portugal cosmopolita e da comunidade africana na capital.

Quando Cesária Évora grava o seu primeiro álbum, Tito Paris já a acompanha. Escreveu para ela um tema (“Regresso”), concebeu os arranjos em que interpreta diversos instrumentos. É uma etapa, um momento, não é o começo da sua carreira. A sua história, o seu envolvimento na música começa muito antes. Mais precisamente no dia do seu nascimento, a 30 de Maio de 1963, no Mindelo, cidade principal da Ilha de São Vicente. Quando se nasce numa família em que todos são um pouco músicos, não se pode escapar à música. Como todos os outros, Tito Paris também não lhe conseguiu resistir. A música corria-lhe nas veias desde que nasceu. Ao deambular pelo passado, lembra-se muitas vezes das suas escapadelas pelos bares, às escondidas da mãe, aproveitando as ausências do pai, quando este, marinheiro, anda embarcado. O miúdo franzino, não tem ainda dez anos, e anda sempre com a sua guitarra na qual a irmã lhe ensinou os primeiros acordes. Toca com os irmãos, com Bau, o primo, já muito hábil no cavaquinho, que se torna também ele célebre mais tarde. Absorve os conselhos, a sabedoria e os conhecimentos do clarinetista Luís Morais, do pianista Chico Serra.

Depois das discotecas, cafés e cabarets do Mindelo, Tito Paris renasce uma segunda vez. Com dezanove anos parte para Lisboa, chamado por Bana, grande cantor cabo-verdiano aí a viver, que o manda vir para tocar no seu grupo Voz de Cabo Verde. Com a cabeça cheia de sonhos, Tito Paris inicia a sua grande aventura a partir deste momento. Começa com uma pequena contrariedade. Pensava tocar baixo, oferecem-lhe a bateria. Está a dois passos de recusar, e até de regressar a Cabo Verde, quando a sorte lhe bate à porta. O baixista vai-se embora e ele substitui-o. Após quatro anos emanicipa-se da Voz de Cabo Verde, com quem cresceu muito musicalmente, sobretudo graças a Paulinho Vieira. Torna-se um dos nomes mais conhecidos do meio musical cabo-verdiano em Lisboa, também um dos mais procurados, acompanha os melhores, como o Dany Silva, que o incita a dedicar-se definitivamente à guitarra. Vê-lo-emos igualmente colaborar com imensos artistas portugueses, como Rui Veloso. Em 1985, produz ele próprio o seu primeiro álbum, um disco exclusivamente instrumental, que põe em evidência todo o seu talento de guitarrista. Forma o seu próprio grupo, e grava em 1994, “Dança mi criola”, cartão de visita que o dá a conhecer a toda a diáspora cabo-verdiana. É também o seu tema ”fétiche”, que toda a gente hoje lhe pede nos concertos ao vivo, entre outros, em Lisboa, na cave do Enclave, o seu restaurante-bar, ou no B.Leza, igualmente ponto de encontro da comunidade africana em Lisboa. Surgem “Graça de Tchega” em 1996, depois duas gravações ao vivo, das quais o “27 de Julio 1990” saiu no ano de 2001. Entre as várias gravações, de Oslo a Nova Iorque, da Luisiana a Paris, o “animador” das noites africanas de Lisboa visita muitos países.

“Guilhermina”, o seu ultimo álbum, supera os êxitos anteriores. A voz rouca dos blues afirma-se, apresenta-se de uma forma instintiva. A guitarra ostenta uma eloquência ainda mais apaixonante. Uma indescritível melâncolia e movimentos bamboleantes e insinuantes, uma profunda manifestação de “saudade”, uma serenidade dolorosa, a nostalgia que caracteriza constantemente a música cabo-verdiana, bem como as coladeiras, o funáná, são propostas felizes e grandes tentações para dançar. Tito Paris adapta à sua maneira estes estilos emblemáticos de Cabo Verde. Acompanhado pelo seu grupo habitual, ao qual se juntam vários convidados e um quarteto de cordas, abranda ou acelera o ritmo, mistura influências angolanas, ou do norte de Portugal, faz um desvio por Moçambique ou evoca o samba do Brasil. Ao preservar a singularidade, o génio crioulo, a tradição da música cabo-verdiana, Tito Paris, embaixador voluntário e entusiasta da alma musical do seu país, abre também portas e janelas, estabelece pontes. Cria, sem nunca esquecer as suas raízes.

(in Praça das Flores)

«Sonho com um disco de morna sinfónica»


OS PAIS, os avós, eram músicos. Mal nasceu, Tito Paris, penúltimo de nove irmãos (também eles quase todos músicos), começou a respirar música ao mesmo tempo que oxigénio e aos sete anos já tocava guitarra «como um grande». Hoje, se o impedissem de tocar e cantar, possivelmente morria com falta de ar. Tito vive em Lisboa desde 1982. Como compositor trabalhou nomeadamente para Bana, Luís Morais e Cesária Évora (foi ele quem fez os arranjos do primeiro disco da cantora).
Tem trabalhado com inúmeros músicos portugueses (Vitorino, Sérgio Godinho, Paulo de Carvalho e tantos outros) e a sua carreira já o levou a participar em alguns dos principais festivais da Europa e dos Estados Unidos. (...) compôs e gravou a banda sonora do filme O Testamento do Senhor Nepumoceno, de Francisco Manso.

O (...)trabalho discográfico, Ao Vivo no B. Leza (...) é uma festa, onde mornas, funanás e coladeras se abrem a influências jazz, rock, salsa e flamenco, mantendo todo o sabor da música mais genuinamente crioula. Ariel de Bigault, autora de uma célebre antologia da música cabo-verdiana, afirmou recentemente: «O Tito Paris é o grande acontecimento da música cabo-verdiana, porque faz a ponte entre tudo. Muitas coisas estão nas mãos dele, neste momento.»

O que é que pensa o próprio? Fomos sabê-lo.

EXPRESSO - Veio para Portugal em 1982 integrado no projecto Voz de Cabo Verde. É capaz de me falar desse tempo?

TITO PARIS - Era bem diferente do que é hoje. De dia para dia, nós temos ideias novas e a música evoluiu imenso desde então. Não é que tocássemos mal na altura, mas a época impunha um determinado som. A Voz de Cabo Verde tocava tudo: soul music, reggae, até fado! Na altura tinha que ser assim.

EXP. - Aos sete anos já o Tito tocava guitarra com músicos como Luís Morais, e aos 12 formou o seu primeiro grupo, não foi?

T.P. - Foi. Eu quase que não brinquei como miúdo. A música não me deixou. E por vezes tenho saudades das brincadeiras que não fiz. Ainda por cima, os meus pais separaram-se e, dadas as dificuldades, tinha que ser eu, como mais pequenino, a tocar, para ser um chamariz.

EXP. - Em termos musicais, para além da própria família, quem foram as pessoas determinantes na sua formação?

T.P. - O Paulino Vieira, antes de mais nada. Ele o o Dany Silva foram os grandes responsáveis pela minha carreira.

EXP. - Eu estava a pensar antes disso, lá em Cabo verde, quando ainda era um miúdo.

T.P. - O Luís Morais, o Valdemar Lopes da Silva, o Chico Serra... houve mais. Aos 10, 11 anos, já eu tocava nos bares e foi aí que eu aprendi, com este e com aquele. Com o Jack Monteiro, também, que é um grande cantor que vem cá gravar um disco agora, que eu vou produzir. Com muito prazer, aliás. Pensando bem, a minha adolescência foi bonita, porque eu me senti muito homem muito cedo.

EXP. - Com muitas namoradas...

T.P. - Namorei muito pouco. Estava demasiado preocupado com a família. Era incapaz, por exemplo, de deixar de ensaiar para andar com a namorada. Porque tinha uma namorada, mas só uma. É a mãe do meu filho mais velho.

EXP. - Quando é que começou a cantar? Ou melhor, quando é que tomou consciência das potencialidades da sua voz?

T.P. - No princípio, não me passava pela cabeça cantar. Uma vez na Holanda, creio que em 1986, estávamos a actuar num bar muito bonito em Amesterdão, que pertence a um grande amigo nosso, o Irineu, quando o Paulino se virou para mim e disse «Canta! Canta!» Cantei umas estrofes e desatei a rir. O Paulino ficou um pouco zangado comigo e eu disse: «Estou-me a rir porque a seguir vais pôr o teu irmão a cantar também.» A partir daí, o Paulino começou a puxar por mim, para eu cantar de vez em quando. Mais tarde, quando deixei de trabalhar com a Voz de Cabo Verde e fui trabalhar com o Dany, ele pregava-me partidas doutras formas, obrigando-me a cantar também. E assim fui ganhando gosto, até fazer as primeiras partes dos concertos do Dany. Isto apesar de, um dia, um espectador que eu conhecia me ter dito: «Tu és um grande guitarrista, também tocas bem piano, mas não cantes, pá!»

EXP. - O Tito é também um compositor solicitado...

T.P. - Eu componho quando me encontro a mim mesmo. Muitas vezes, nem preciso de ter o instrumento comigo. Para isso, adoro estar sozinho, com um cigarro e um «drink». Pode ser num sítio desconhecido. Tenho um gravadorzinho e, quando encontro uma melodia, gravo. Mas não faço música por fazer, apenas quando é necessário. Não sou como aquelas pessoas que, no Verão, vão para a praia mesmo sem ter vontade.

EXP. - A música vem, pois, primeiro do que a letra...

T.P. - Sou muito sensível ao ambiente, à decoração, aos sons à minha volta. Componho a melodia e só depois começo a pensar nos versos. Não escrevo com caneta, mas cantando, imaginando os instrumentos.

EXP. - Já tem ideias para o seu próximo trabalho?

T.P. - Estou muito ansioso por trabalhar. O meu moral está muito bom e tenho um excelente ambiente de trabalho, mas o meu próximo disco ainda está no segredo. Tão no segredo que a minha própria alma ainda não me diz nada.

EXP. - Sabemos que o Tito gosta mais do palco do que do trabalho em estúdio.

T.P. - Adoro palco. Eu chamo ao palco «casa de família». Vejo uma sala de espectáculo um pouco como uma casa onde se acolhem os sem-abrigo. Onde as pessoas vão à procura do que temos para lhes dar. E não me refiro apenas à música; em Cabo Verde, fiz teatro durante muitos anos e também adoro teatro.

EXP. - Fez teatro como músico ou também como actor?

T.P. - Como actor. Lembro-me que a última peça em que entrei, em 78 ou 79, já não me lembro, recebi 300 escudos.

EXP. - Eram peças de autores locais?

T.P. - Sim. Havia lá um senhor, Ribeiro Gonçalves, conhecido como Tio Lói, que era quem escrevia muitas das peças e com quem aprendi muito. Fiz também algumas peças escritas por mim e por malta da minha idade.

EXP. - E tem essas coisas guardadas?

T.P. - Sim, algumas. Há, por exemplo, a história de um violinista, que nunca acabei, mas na qual ainda penso de vez em quando. E, como gosto muito de escrever, tenho também o projecto para um livro de contos baseado em histórias que me aconteceram realmente, ao longo das minhas andanças.

EXP. - Quando gravou os concertos do B. Leza já estava a pensar numa edição em disco?

T.P. - Sim. Escolhi o B. Leza, apesar de não ter grandes condições para gravar um disco ao vivo, por várias razões. Não sei se sabe, mas fui eu quem deu o nome àquele espaço. Apesar de não o ter conhecido, o B. Leza para mim é mais do que um músico, um santo. Este disco é também uma homenagem a esse grande compositor.

EXP. - Há quem diga que o verdadeiro Tito Paris é para ser apreciado ao vivo, visto que o estúdio não consegue dar a verdadeira dimensão da sua música.

T.P. - Eu acredito, sim. Como já disse, sinto-me em casa em cima de um palco, é lá que me sinto melhor. Em casa tenho uma família, mas no palco tenho outra. E neste disco estou rodeado de amigos, que são também excelentes músicos: o Rui Veloso, o Pedro Jóia, o Boy Gé Mendes e o Dany Silva. Até por isso ele é tão importante para mim.

EXP. - Se pudesse escolher quem quer que fosse para participar num espectáculo seu, quem convidaria?

T.P. - Tanta gente. Gostaria, por exemplo, de ouvir o Carlos do Carmo a cantar uma morna.

EXP. - Nunca o desafiou para isso?

T.P. - Não, mas nunca é tarde. Aliás, o Carlos do Carmo é meu amigo. Mas em Portugal há muitos bons cantores. Este país é já uma grande potência musical e poética e isso está a ser demonstrado lá fora, através de gente como o Pedro Abrunhosa. Também gostaria de trabalhar um dia com os GNR.

EXP. - Acredita portanto nas potencialidades da música portuguesa?

T.P. - Acredito profundamente. Em Cabo Verde, as pessoas sabem de cor as letras das canções do Luís Represas, do Rui Veloso... E os jovens pegam na guitarra e começam a cantar as canções do Rio Grande. Nós falamos todos português, em Angola, Moçambique, Guiné... Quando estiver tudo em paz, já não vamos vender dez ou vinte mil discos, mas um milhão. Temos que acreditar e trabalhar para isso, desde já.

EXP. - Mas cada país conservando aquilo que tem de mais genuíno e profundo?

T.P. - A raiz é intocável. O cabo-verdiano é o único povo no mundo que pode nascer na China, passarem várias gerações e continuar a falar o crioulo. Veja o caso do Horace Silver, fala inglês mas, de vez em quando, mete o crioulo pelo meio.

EXP. - Está também optimista em relação ao futuro da música cabo-verdiana?

T.P. - Em Cabo Verde precisamos de trabalhar mais. Com mais seriedade e convicção. E estar preparados psicologicamente para aceitar críticas, construtivas ou destrutivas. Cá em Portugal nós temos uma série de música africana que não nos vai levar a lado nenhum. Nós, africanos, somos doces a escrever e quando vejo para aí africanos a escrever «bunda» e coisas assim, não gosto. Basta aquela guerra que temos em África. Somos um país e um continente muito ricos, temos instrumentos feitos pelas próprias mãos com um som que nenhuma máquina consegue imitar. Mas também temos miúdos, filhos de emigrantes, na Holanda e noutros países, a fazer música com computadores, onde não cheira a África. Os discos que fazem são iguais a tantos outros. A música pode e deve evoluir, mas também tem de respirar. Por exemplo, eu tenho um grande sonho, e não hei-de morrer sem o realizar, que é o de fazer morna sinfónica.

EXP. - E que outros sonhos tem por realizar?

T.P. - Acabar na minha terra.

(in Expresso 1998)

TITO PARIS ACÚSTICO

7º CD 2005 "Edição Africana"

1. Morna PPV
2. Nha Sina
3. Ondas di bô Corpo
4. Que vida (inédit)
5. Um gosta di bô
6. Victor
7. Estrela Linda
8. Otilia/Otilio
9. Sodade
10. Poema Tropical
11. Clarisse (avec Paulo Flores)
12. Febre di Funana

7º CD 2005/2007 "Edição Europeia"

1. Morna PPV
2. Nha Sina
3. Ondas di bô Corpo
4. Que vida
5. Victor
6. Estrela Linda
7. Otilia/Otilio
8. Sodade
9. Poema Tropical
10. Febre di Funana
11. Tchapeu di Padja
12. Xandinha
13. Galo Bedjo

GUILHERMINA


6º CD 2002

1. Guilhermina
2. Um Gostá Di Bô
3. Rosto Di Morena
4. Era Um Sonho
5. Na Caminho Di Sandomingos
6. Ondas Di Bô Corpo
7. Criolo Ca Tem Patron
8. Padoce Di Ceú Azul
9. Febri Di Funáná
10. Elisa Gomara Saia

AO VIVO


5º CD 1999

1 . Luanda
2 . Ódio e Pobreza
3 . Rosa Engeitada
4 . Boa Viagem
5 . Raposódias de Mornas
---1ª - Verdianinha
---2ª - Estrela di nha Peito
---3ª - Nha Terra
6 . Tudo sis Nome
7 . Anjo Negra
8 . 80 Mil Odioso
9 . Cartinha D`Holanda
10 . Mãe Querida

AO VIVO NO B`LEZA


4º CD 1998

1. Nhor Deus
2. O Pretinha
3. Mar Di Ilheu
4. Verdeaninha
5. Curti Bo Life
6. Mae Querida
7. Marina
8. Sodade
9. Um Ten Graça De Tchega
10. Dança Ma Mi Criola

GRAÇA DE TCHEGA


3º CD 1996

1. Um Ten Graca De Tchega
2. No Intende
3. Joana Rosa
4. Preto E Mi
5. Rainha Estrela
6. Marina
7. Mar Di Ilheu
8. Kantador
9. Um Cria Ser Un Poeta
10. Cartinha D'holanda
11. Um Paixao

DANÇA MA MI CRIOLA


2º CD 1994

1. O Pretinha
2. Dança ma mi Criola
3. Estrela Linda
4. Regresso
5. Vitor
6. Coregem Ermum
7. Otilia Otilio
8. Curti Bo Life
9. Day Amor
10. Mae Querida
11. Nina 12. Contam Bo Dor

FIDJO MAGUADO


1º CD 1987

1 . Noti di Mindel
2 . Sês Odjos é Pret é Doce
3 . Grit D` Povo
4 . Ponto do Sol
5 . Papa Juquim Paris
6 . Serenata
7 . Fidjo Maguado
8 . Hora de Bai
9 . DISPIDIDA
10 . Mi Na Mei Di Mar
11 . Sabino Largáme
12 . Carnaval Dintintaçon
13 . Quem Bo é

Objectivo deste Blog.

Este blog tem o objectivo de divulgar Tito Paris.
A sua elaboração é dada ao próprio se assim for desejado.
Aceito membros que conheçam o músico para participar neste blog.